domingo, 14 de julho de 2024

Se o meu peito fosse o mundo

Jota.pê, cantor e compositor paulista, irradia com o álbum "Se o meu peito fosse o mundo". Voz tecnicamente afiada, timbre típico dos grandes intérpretes, musicalidade afro que ao mesmo tempo mescla-se ao pop e a MPB com maestria e afinco. O disco flui com composições como "Quem é Juão"

"Quem é Juão na fila do pão
Se apaixonando outra vez e de novo
Acha que entende desse jogo
Só por saber escrever canção

E nas canções vai sentindo as dores de tantos amores sem resolução
E lá vai ele apaixonado novamente se meter de novo a escrever canção
Essa aqui eu fiz pra você
Ai que bonito Juão"

Bom, pra quem já rodou as sete freguesias, já trabalhou como professor de informática, hoje Juão está numa nice fazendo turnês na Europa, né?

O ápice do álbum é a versão do Jota para "A ordem natural das coisas", do professor Emicida. Um acústico vibrante, emocionado, lúdico e cru, como o professor gosta. Inclusive, essa faixa está no repeat agora, elucidando esse texto apaixonado pela arte do Jota.pê.

Diz aí Juão, qual será sua próxima composição? Estou prontíssimo para apreciar. 

Abaixo, deixo com vocês a faixa destaque do álbum que de fato é a vibe maneiríssima que Jota impõe na tipicidade do rap do mestre Emicida. Bom, "Ouro Marrom" também merece o destaque. Caramba, confesso que estou confuso...

"Sonho sob os meus pés
Que as minhas mãos só toquem ouro..."